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Ecovila Urbana: reflexões sobre o veganismo na Arquitetura
Renato Gomes Carriti

Renato Gomes Carriti

Orientação:

Themis L. F. Martins

2019/01

tcc

A pesquisa possui caráter especulativo e multidisciplinar. Parte de um questionamento pessoal sobre como a ótica da filosofia vegana pode interferir na produção do espaço arquitetônico. Para o desenvolvimento da metodologia, foram lidos os três principais autores no campo da ética filosófica dos Direitos Animais, procurando traçar, assim, um entendimento base da ideologia vegana. Devido à peculiaridade do tema esta pesquisa vale-se de imbricações com outras áreas do conhecimento, como as Ciências Sociais, Agrárias e Direito. Deste trânsito entre diversas áreas do conhecimento, definiu-se a Sustentabilidade e o Pensamento Ecológico como norteadores das imbricações do veganismo na produção e manipulação do espaço construído.
O arcabouço teórico foi organizado pela tríade de três conceitos ligados à Arquitetura: a análise do conceito de ecovila, pelas realizações da Global Ecovillage Network, os preceitos da Permacultura quanto à tratativa da produção circular e harmonia com as dinâmicas ambientais e, por fim, alguns preceitos da Arquitetura Sustentável quanto às técnicas construtivas, materiais e metodologias de baixo impacto ambiental. O veganismo vem como catalisador da mudança de paradigma pela prática e vivência coletiva e direcionou o projeto para um uso misto de habitação, trabalho, ativismo e espaços de congregação. A alimentação e saúde foram os principais motes do programa de funções coletivas e caracterizaram o programa de necessidades.
Após a sistematização das confluências temáticas, a geometria foi o mecanismo de especulação simbólica da implantação e desdobro do edifício como resultado das características do lote e resposta às demandas de conforto ambiental. Foram utilizadas três proporções matemáticas simbólicas apreendidas da natureza: a Flor da Vida somada ao Diagrama de Voronoi e a Sequência de Fibonacci. O objetivo foi o entendimento da configuração de um espaço ecocêntrico de congregação interespécies, a utilização de técnicas vernaculares e a economia energética.
Por fim, o paisagismo funcional e sensorial do conjunto propõe a valorização do bioma local (Cerrado). Promover o conhecimento botânico pela vivência direta, pública e coletiva desta vegetação cria o interesse pela preservação e uso de espécies de valor fitoterápico, ornamental e rústicas sem produção comercial e inclusive em extinção.

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Renato Gomes Carriti

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