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Fábrica de Brincadeiras
Emilliano Alves de Freitas Nogueira

Emilliano Alves de Freitas Nogueira

Orientação:

Juliano Pereira

2007

tcc

Ao entender que o ato de brincar é fundamental na formação de adultos e que os espaços para esse fim na cidade contemporânea estão cada vez mais escassos, esse trabalho tem como foco o projeto de um centro de lazer infantil.
Fábrica de Brincadeiras é um lugar espaço criado e para o brincar, numa porção estratégica da cidade de Uberlândia, buscando não segregar nenhuma parte da população, proporcionando uma nova opção de lazer às crianças. Nessa fábrica o ato de brincar é levado ao extremo em toda a extensão do terreno escolhido, da calçada ao telhado, tudo no projeto passa pelo crivo da brincadeira.
Considerando a dicotomia exterior-interior, levou-se em consideração que o exterior seria uma grande praça para as brincadeiras ao ar livre e no interior concentra-se então as brincadeiras mais direcionadas, administração e um teatro.
A praça foi pensada para proporcionar à criança a percepção de diferentes espaços, e assim poder realizar diversas atividades sem nenhuma dependência, controle e submissão. Ela é cortada por uma rua de brincadeiras e possui um playground organizado em plataformas brinquedos, dispostas ao longo da topografia íngreme do terreno.
O edifício é composto por três blocos: brinquedoteca, administração e teatro, ligados por uma grande laje. O edifício foi locado na parte mais alta do terreno, onde o desnível da topografia é mais acentuado, estando assim semienterrado, para possibilitar o melhor aproveitamento da área mais plana como praça. Procurou-se seguir o eixo longitudinal da Avenida Rondon Pacheco no desenho do edifício. É proposto um eixo simétrico com o bloco de menor área ao centro (administração) e os outros maiores do lado, sendo que essa simetria é quebrada pelos diferentes desenhos dessas bordas que seguem os diferentes programas propostos.
Buscou-se realizar uma arquitetura que pudesse ser didática, ou seja, fazer com que a criança perceba as técnicas construtivas ali presentes, com acabamentos rústicos (como as marcas das formas do concreto), estrutura e instalações aparentes, encaixes marcados como elementos plásticos. Procurou-se usar a topografia como base projetual, trazendo o terreno para dentro do projeto, desenvolvendo o edifício em diversos níveis distintos, causando diferenciação do pé-direito, buscando novas relações sensoriais. A noção de altura, espaço e dimensão é inconscientemente assimilada pela criança que vivencia a arquitetura de diferentes maneiras.

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Emilliano Alves de Freitas Nogueira

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