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Instalações Arquitetônicas no Parque Nacional da Serra da Canastra: Um Estudo Fenomenológico
Julia Santos Gollino

Julia Santos Gollino

Orientação:

Marília Maria Brasileiro Teixeira Vale

2018/2

tcc

No âmbito da produção teórica de arquitetura, o presente trabalho se coloca em um formato de reação contra o processo de homogeneização dos espaços construídos. Esta resistência marca uma oposição às tendências globais de criação de ambientes universais, idênticos, de escassas qualidades espaciais e superficialidade em termos de significação psicológica e histórica. Nesse sentido, admitindo a arquitetura como um dos principais componentes da construção social e cultural, esta discussão suscita a reflexão do fazer arquitetônico como ato crítico, pois, para além de intuições abstratas, percepções superficiais e preferencias estilísticas, considera o diálogo que a disciplina estabelece com a filosofia, aproximando-a da teoria fenomenológica, a fim de se opor ao caráter predominantemente formalista da arquitetura contemporânea. Diante do objetivo de contestar a limitação de aspectos construtivos à pressupostos racionalistas, e envolvido por uma motivação de cunho poético, é evidenciada a necessidade de uma pratica projetual sensível a partir da inclusão de um contexto religioso, que destituído de qualquer fundamentação religiosa específica, revela a dimensão subjetiva da sacralidade à medida que torna abrangente a apreensão do espaço, para quem busca ver para além da forma. Assim, examinando as possibilidades de percepção do espaço a partir da experiência individual, são propostos projetos de instalação de qualidade transcendente, espaços sagrados de espiritualidade plural, a serem localizados no Parque Nacional da Serra da Canastra, em Minas Gerais, cuja determinação como sítio de implantação se baseou na possibilidade de visitação, por parte da autora. Conduzidas de acordo com o estreito vínculo entre os campos da arquitetura e da escultura, cada proposta se expressa com diferente protagonismo, desde o mais simbólico ao mais silencioso ou privado, obedecendo a premissa de mínima intervenção e mantendo o ideal de estimular a experiência arquitetônica se valendo do contexto paisagístico. Contudo, a presente investigação não pretende novas soluções arquitetônicas enquanto modelos, mas a essência da arquitetura enquanto caracteriza premissas fundamentais à prática contemporânea, como a poética do lugar, pois, ao passo que questões existenciais são traduzidas em uma experiência projetual, expressa-se uma competência criativa fundamental.

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Julia Santos Gollino

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