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Laboratório de Artes Popular - arquitetura como dispositivo cultural e social.
Rafaela Rezende de Deus

Rafaela Rezende de Deus

Orientação:

Adriano Tomitão Canas

2021/2

tcc

O Laboratório de Artes Popular busca trazer um espaço público que requalifique o espaço urbano, possibilitando o encontro e despertando o sentimento de pertencimento da população com a cidade. A arte funciona como um grande potencializador desses encontros, oferecendo à sociedade um espaço que valorize a cultura local e que dê todo o suporte necessário para as produções e manifestações artísticas, tanto de artistas como da população local, que não necessariamente possui uma experiência prévia. Assim sendo o equipamento recebe o nome de laboratório, remetendo a um local provido de instalações, aparelhagens e produtos necessários a manipulações, exames e experiências.
A cidade de Uberlândia foi escolhida para a realização do projeto, visto a necessidade de um equipamento cultural que traga uma discussão de alimentar a vitalidade de uma área urbana. Nesse sentido o Laboratório de Artes seria um meio de fazer a cidade pertencente a todos, onde o direito a participação dos processos de produção e fruição do espaço incluem toda a população, especialmente as minorias e quem vive nas áreas periféricas das cidades. Por esse motivo o equipamento não está localizado no centro e sim no bairro Planalto, trazendo uma discussão de um equipamento que busca potencializar uma área periférica onde há uma carência de equipamentos culturais.
O conceito de quadra aberta se estabelece como mote para o desenvolvimento do projeto, entendendo que a rua pode se estender para dentro da quadra, formando novos espaços urbanos, novas formas de caminhar pela cidade. Esse entremeio é estruturado por meio de uma praça verde e uma praça seca para a promoção de eventos, feiras e festivais.
O térreo é o primeiro contato do pedestre com o laboratório e onde a maioria das atividades é desenvolvida. O corpo de tijolo solo-cimento com estrutura metálica aparente é disposto de forma a abrigar o programa dos ateliês e do FABLAB, programa esse que se estende por meio de um mezanino para o pavimento superior. No outro bloco a biblioteca possui a mesma forma física dos ateliês com a diferença de possuir um forro. Nesse mesmo bloco há a associação de moradores, a sala digital, a sala multiuso e os banheiros e vestiários.
O espaço de convívio faz uma faz uma ligação entre blocos para circulação e mais que isso traz um espaço livre para permanência e de livre utilização, podendo ser palco para capoeira, batalhas de rap, aulas de zumba além de eventos como festas junina, pequenos shows e apresentações espontâneas. Uma claraboia foi projetada incidindo uma iluminação indireta em congruência com o mezanino, mezanino esse que permite novos campos de visão e onde há um espaço de exposição. Esse espaço fica próximo ao restaurante popular e funciona como uma entrada para o auditório.
O auditório possui uma flexibilidade de layouts por conta da arquibancada retrátil e a possibilidade de aumentar o número de telespectadores com a abertura das placas de ACM na cor vermelha, conferindo um aspecto de caixa “mágica” que se abre e revela o auditório e as apresentações para a praça seca.

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Rafaela Rezende de Deus

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