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Linha Azul: Intervenção Urbana - Avenida Anselmo Alves Dos Santos - Uberlândia/Mg
Maria Helena Faria Silveira

Maria Helena Faria Silveira

Orientação:

Maria Eliza Alves Guerra

2012/2

tcc

O domínio público dos espaços urbanos tem sido cada vez mais ameaçado pelo transito, haja vista a tendência das cidades brasileiras investirem em infraestrutura de transporte automotivo atendendo a crescente demanda do setor. Uberlândia, no Triângulo Mineiro, é uma cidade média que se desenvolveu sob o padrão rodoviarista, vem priorizando a construção de grandes avenidas, em detrimento dos espaços públicos e sem a menor consideração com a variável ambiental, desenhando-se dispersa com vocação para o crescimento horizontal e graves problemas de infraestrutura.
Ao sugerir alternativa a este cenário o projeto Linha Azul: Intervenção Urbana - Avenida Anselmo Alves dos Santos - Uberlândia/MG, escolheu uma importante avenida para demonstrar que através da multimodalidade de transporte e otimização da infraestrutura existente pode-se reordenar as prioridades de fluxo e requalificar espaços públicos tornando-os aptos a regeneração das relações sociais urbanas.
A Avenida encontra-se no setor leste da cidade, vem se consolidando como importante eixo de conexão viária; foi nos anos de 1990 com a implantação de importantes equipamentos, entre outros, a transferência do Centro Administrativo Municipal, após a canalização em 1982 do Córrego Jataí existente no local, que estimulou o desenvolvimento da região. Atualmente a avenida possui 5 km de extensão num desenho predominantemente retilíneo numa paisagem de sucessivos vazios urbanos e um amplo canteiro central, com cerca de 20 mil m², subutilizado.
Para desenvolvimento da análise sócio-espacial foi delimitado uma área de estudo pelos bairros Saraiva, Santa Mônica e Segismundo Pereira no lado direito da avenida e o Bairro Tibery no lado esquerdo. As proximidades características ao longo do trajeto de analise culminaram na divisão do projeto em trechos, assim podendo assumir diretrizes, de acordo com cada especificidade encontrada. A análise da ocupação demonstrou um uso predominantemente residencial, de baixo gabarito, e padrão médio, exceção feita ao Bairro Saraiva. A incidência de lotes vagos aumenta à medida que se afasta do centro, salvo na própria avenida onde os vazios estão principalmente na região onde houve a canalização - muito devido ao solo úmido. A taxa de impermeabilização está em torno de 42% e o sistema de drenagem se mostra ineficiente gerando graves problemas de alagamento na região.
A intervenção utiliza a implantação do VLT como agente transformador do espaço, que além de valorizar a região pode promover parcerias público-privadas. Serão priorizados transportes não motorizados ao sugerir a requalificação das calçadas, criando ciclovias e equipamentos de integração entre os modais; foi também idealizada uma subgaleria pluvial para retardar o escoamento superficial. Sendo a Avenida uma barreira, é destinado à uso público os terrenos desocupados, usando instrumentos previstos no Estatuto das Cidades, implantando equipamentos de lazer, recreação e cultura.
É necessário novas posturas governamentais frente às políticas públicas para priorizar a otimização dos sistemas existentes ocupando os vazios urbanos, pois é assim que se dá condições da população se apropriar do espaço, o que pode restituir a devida importância ao espaço público na dinâmica da cidade.

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Maria Helena Faria Silveira

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