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Minha Casa , Nossa Cidade: Hipóteses urbanas para loteamentos de interesse social - o caso do Shopping Park
Juliana Silva Arantes de Oliveira

Juliana Silva Arantes de Oliveira

Orientação:

Kauê Paiva

2015/2

tcc

A partir do entendimento da habitação social como um dos fatores primordiais na construção da cidade, o presente trabalho propõe hipóteses urbanas que buscam qualificar a espacialidade urbana gerada pelo Progama Minha Casa Minha Vida em um perímetro de intervenção localizado em loteamentos do bairro Shopping Park, zona sul de Uberlândia – MG.
O Trabalho Final de Conclusão de Curso se estrutura, primeiramente, com a apresentação do crescimento populacional urbano, trazendo alguns questionamentos e discussões sobre os agentes responsáveis pela produção e criação da cidade. Em seguida, procura-se compreender a evolução e reflexos da habitação de interesse social na construção do espaço urbano no Brasil. Nesse sentido, historicamente nota-se uma produção de habitações com baixa qualidade arquitetônica e urbana. Foi observado que as casas foram inseridas em áreas insalubres, com falta de infraestrutura (básica) adequada e ineficiência na integração urbana; além da padronização dos tipos de construção e, consequentemente, segregação espacial e social. A partir dessas informações, é elaborada uma base para análise de um estudo de caso na cidade de Uberlândia, com o objetivo de fundamentar uma proposição de qualificação espacial do local. O trabalho mostra, dentre outras coisas, a tentativa de inserção de equipamentos públicos no local que buscam retomar o Direto à Cidade. Em outras palavras, isso significa trazer oportunidade aos moradores locais, como: minimizar as precariedades da área; transformar alguns eixos em novas centralidades urbanas e eixos de conexões entre loteamentos, bairro e cidade, entre outros. Por fim, há inclusive, uma proposta de novas habitações que procuram acomodar moradores que antes ocupavam áreas irregulares.
Portanto, não há dúvida que o PMCMV melhorou estatisticamente os resultados preocupantes do déficit habitacional no Brasil. Todavia, considerando todas essas questões, torna-se urgente rever a produção da habitação de interesse social, uma vez que o Brasil está longe de satisfazer a demanda por habitação, sobretudo, para famílias de renda mais baixa. O PMCMV nesse processo, deveria considerar critérios mais qualitativos do que quantitativos. Isso significa, repensar os projetos das habitações – tipologias, materialidades, entre outros – bem como sua inserção urbana, como citado anteriormente. Porém, antes de repensar novos empreendimentos ou programas, é indispensável também considerar a melhoria dos loteamentos que já estão consolidados pelo programa. É necessário (re)inseri-los, (re)inclui-los, (re)conecta-los, à malha urbana e às oportunidades que a cidade oferece. É preciso retomar o Direto à Cidade em novos ou loteamentos consolidados.

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Juliana Silva Arantes de Oliveira

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