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Núcleo de Fisiatria - Tratamento, reabilitação e inclusão da pessoa com deficiência locomotora
Débora Diniz do Nascimento

Débora Diniz do Nascimento

Orientação:

Albenise Laverde

2008/2

tcc

Um dos objetivos que se buscou alcançar com a criação do Núcleo de Fisiatria foi a concepção de um espaço diferenciado, determinado principalmente pela forma com que aconteceria o tratamento e também pela composição arquitetônica do edifício, que abusou das possibilidades formais decorridas da madeira laminada colada (MLC) e de suas potencialidades como material estrutural.
Perante as observações feitas nos centros de reabilitação da cidade, que por ora se mostravam carentes de infraestrutura e apoio, como foi visto na APARU, e por ora com maior espaço físico e melhores condições de trabalho, como é o caso da AACD; viu-se que no geral os serviços prestados por essas instituições são variados, abarcando diversas áreas de terapia da reabilitação, além de outras atividades destinadas à comunidade local. Outro aspecto comum a essas instituições é que suas atividades acontecem sempre no interior de suas instalações, não favorecendo a relação ambiente interno/externo, comprovado ao longo do desenvolvimento do trabalho como um fator que influencia na recuperação do paciente e traz benefícios para o seu bem-estar e de outros usuários do espaço. Além disso, nelas quase não acontece a interação entre paciente e seus familiares, estando estes sempre no aguardo da pessoa que está sendo atendida. No caso dos deficientes físicos locomotores, essa relação contribui muito para que a família tome conhecimento da capacidade do deficiente e de suas reais dificuldades, sendo sua presença sinal de estímulo e confiança na recuperação do mesmo.

Sendo assim, dentre as diretrizes que nortearam o projeto do Núcleo de Fisiatria está o princípio da humanização do espaço, que seguiu as premissas do Planetree, que por sua vez aconselha a integração entre o ambiente interno e externo. Essa relação ocorreu a partir da implantação de elementos que favorecem essa integração, como pátios, jardins e grandes janelas. O emprego desses elementos garantiu iluminação e ventilação naturais; que além de serem mais agradáveis, dificultam a proliferação de bactérias, reduz o consumo de energia e intensificam a relação do ser humano com os elementos da natureza. A escolha do material também tem essa intenção, além do fato da madeira oferecer uma maior sensação de intimidade que outros materiais estruturais.

A implantação de um auditório também é reflexo da tendência contemporânea de humanização do ambiente hospitalar, uma vez que ele propicia a informação e a socialização da comunidade, que passa a ter um espaço reservado para palestras, reuniões e cursos envolvendo assuntos do cotidiano do deficiente físico locomotor. Além desses elementos já citados, considerou-se a obra um símbolo do desenho universal, representando a capacidade e importância da arquitetura como veículo de transformação na relação do deficiente com o espaço.

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Débora Diniz do Nascimento

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