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Processos de transformação e cocriação da cidade: experimentações FLUTUA e o caso do Beco do São Jorge
Luiza Dalvi Quintaes de Morais

Luiza Dalvi Quintaes de Morais

Orientação:

Adriano Tomitão Canas

2020/2

tcc

O presente trabalho apresenta algumas experiências vividas durante a graduação em arquitetura e urbanismo e seus desdobramentos. As investigações de ‘’FLUTUA’’ e ‘’Beco do São Jorge’’ giram entorno das possibilidades de transformação e cocriação das cidades através das suas micropolíticas e dinâmicas cotidianas.
A discussão se constrói de maneira fragmentada, passando por tópicos que refletem sobre o entendimento do contexto em que foi feito o estudo e de temas relacionados ao direito à cidade, à política, ao campo ampliado da arquitetura e ao viver em sociedade, até chegar em uma espécie de síntese, que configura o assunto das práticas urbanas criativas. Neste momento, FLUTUA é apresentada como tática de transformação do espaço em caráter efêmero, mas de marcas permanentes. Um campo de experimentação concebido em 2017 por estudantes da FAUeD que caminha para além das vias tradicionais da arquitetura e do urbanismo: mais flexível, acessível e divertida.
Entendendo a ação FLUTUA como possibilidade de proposição de um novo desenho da cidade, surge o interesse pela área do Beco do São Jorge, principal objeto de estudo deste material. O caso, descoberto, analisado e vivenciado de perto nos anos de 2019 e 2020, se mostrou oportuno para a concretização de uma ideia durável e efetiva para a cidade de Uberlândia. Assim, seu desenvolvimento se mostra através dos pilares da participação e da colaboração, incluindo não só o papel do arquiteto e urbanista, como também do governo municipal, da universidade, da iniciativa privada e, principalmente, da sociedade civil.
O jogo criado pelas partes do texto, pelas vivências flutuantes e pelo movimento no São Jorge resultam em um quebra-cabeças infindável, feito de partes bem encaixadas, peças perdidas e tempo em haver. Recortes de uma realidade dinâmica que, entre problemas, resoluções e vácuos, existe para além do planejamento ou do projeto. O tabuleiro é a cidade-laboratório, e as peças, os mais diversos atores sociais. Em conjunto, a chance de articular novas relações entre pessoas e espaços por caminhos democráticos. Aqui, ninguém ganha e ninguém perde – o jogo apenas continua.

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Luiza Dalvi Quintaes de Morais

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