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Reabilitação Ambiental Urbana do Bairro N. Sra. Aparecida em Patos de Minas
Karine Camila Oliveira

Karine Camila Oliveira

Orientação:

Maria Eliza Alves Guerra

2010/2

tcc

A cidade de Patos de Minas (MG), por suas dinâmicas, estrutura espacial, funções e paisagem, a serem discutidas neste trabalho, é entendida como cidade média. E, assim como qualquer outro núcleo urbano, apresenta áreas degradadas e estagnadas. A região do Cristavo, na referida cidade, é uma destas áreas em que a dinâmica, consequente da atividade comercial e da intensidade de fluxos – região de eixo de ligação urbano-rural, possui atividades institucionais, etc. – não impediu de ser listada uma série de patologias que acusam o estado de degradação. Durante algum tempo, foi um importante acesso à cidade, o que condicionou a vocação de eixo comercial à Avenida Brasil e demandou a construção da Ponte dos Arcos sobre o Rio Paranaíba – patrimônio histórico do município. A ocupação se deu ao longo das vias existentes – Rua dos Boiadeiros e Duque de Caxias – avançando para o fundo de vale, mas não ultrapassou a barreira natural constituída pelo Rio Paranaíba. Nos anos 1980, com a ocupação consolidada, foi construído um centro comunitário nomeado Cristavo, que, até hoje, é um importante ponto de atratividade e referência urbana. O que então se percebe neste recorte, é que estado de degradação que tende a avançar. Essas fragilidades, sejam em relação à legibilidade espacial, ao conforto do usuário e até mesmo estética, apontam a clara necessidade de uma intervenção. Cada escala de um projeto urbanístico possui características bastante peculiares. Para propor soluções que atendam a animação que farão interagir as estratégias, norteando o projeto, a cidade precisa estar interligada fisicamente e por suas diversas funções; seu todo deve ser o complemento (e não ajuntamento) de partes. O continuo de espaços (entendendo aqui espaço como a área e a função que desempenha) deve conferir unidade e identidade urbana, a malha urbana deve ser permeável e integrar os diversos nós, gerando uma rede equilibrada e dinâmica. Neste sentido, atentar para o caráter ambiental, da ocupação e da circulação de uma área é fundamental tanto em nível de projeto como de planejamento urbano. Não se pode mais negar os problemas que a falta de gestão do meio ambiente e a negligência em planejar sua ocupação geraram. Planejar ocupação, melhorar a circulação e tratar a paisagem não são mais apenas questões de ordenação de espaços e fluxos, mas de sustentabilidade urbana. Alterar o caráter de uma área, tratando sua paisagem, sua estrutura intraurbana e fortalecendo sua função, confere qualidade não apenas ao recorte, mas a toda cidade. Reabilitar significa atribuir valor a aqueles elementos, de forma que eles dinamizem entre si. Uma lógica fundamental para se conferir qualidade as cidades é fortalecer, ou em certos casos até mesmo restabelecer a estima de seus habitantes pelo lugar; e isto só é possível se existem estruturas e elementos os quais as pessoas se identificam, se sentem seguras e motivadas a passear, se divertir, contemplar e utilizar a cidade das mais diversas maneiras como espaço seu.

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Karine Camila Oliveira

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