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Riscos Paralelos - uma leitura de um coletivo particular e a busca de um espaço agente sobre transições urbanas
Ariel Luís Romani Lazzarin

Ariel Luís Romani Lazzarin

Orientação:

Maria Beatriz Camargo Cappello

2009/2

tcc

O fim de um curso de arquitetura e urbanismo é o momento em que, para o estudante, a cidade se mostra muito mais cheia de riscos e de lugares para se arriscar. Este trabalho nasce das indagações referentes à cidade que nos espera enquanto arquitetos e urbanistas para a desafiadora missão de leitores e desenhistas do espaço. A inserção da investigação na cidade e do processo sensível no pré-projeto final de graduação serão aqui como processo coletivo, no desenvolvimento de uma discussão anterior às definições do objeto arquitetônico, no que tange as formas de percepção e apropriação dos espaços da cidade pelo homem e sua relação de pertencimento. Isto como base à arquitetura, a qual aqui é entendida como viva (ou não) nas relações existentes entre usuário e local neste processo de reflexão sobre o espaço.
Em um primeiro momento cabe dizer que este trabalho tem como objetivo inicial lançar olhares para Uberlândia, reconhecer o espaço e exercitar a função social do arquiteto e urbanista.
Entre as principais tarefas desta pesquisa está a investigação do espaço construído e sua relação com o usuário enquanto criador de referências cotidianas de escala, sociedade, natureza e cultura. Posteriormente a esta leitura, encontrar, entre os muitos anéis e raios formadores da cidade, um lugar para que a arquitetura exerça seu papel de agente social.
Também como objetivo, está a proposta de diálogo entre o espaço particular do indivíduo e o de sua exteriorização durante a manifestação pública e construção coletiva. Por fim, como resposta às leituras elaboradas e objetivo final, pretende-se o desenvolvimento de uma experiência arquitetônica e urbanística ao uberlandense, impulsionada pelo potencial social, cultural, espacial, ambiental e tecnológico deste lugar.
Cabe aos "quase arquitetos e urbanistas", o papel de “termômetro” do auto entendimento, nesse espaço de reflexão onde o amadurecimento cultivado em alguns anos parece se diluir diante da dimensão do que a cidade espera enquanto tais.
Aqui, este momento de reflexão será encarado como um processo de entendimento da cidade contemporânea, a partir de uma prática sobre esse território desenhado diariamente pelas trocas humanas, que se torna um cenário-agente das construções. Uma leitura desenvolvida a partir das ferramentas teóricas adquiridas no decorrer do curso e dos mecanismos cotidianos da conduta social do homem (meios de transporte e ações cotidianas), sem forçar uma leitura técnica além das possibilidades destes meios.
Esta prática de leitura não somente do espaço, mas das ações que dele utilizam, são entendidas como o início do desenho arquitetônico/urbano e ato definitivo para a transformação natural e indicada na/pela cidade por seus sistemas e relações. Isto não apenas como um processo veloz de percepção, aperfeiçoado com o tempo e exigido por uma falsa ideia de que a cidade global segue um ritmo mais acelerado de desenvolvimento do que aquele da vida dos próprios usuários, mas acompanhado pela mutabilidade da cidade que guarda uma verdade transformada dia após dia. O projeto como reflexo atual.
Este trabalho é construído a partir de uma leitura anterior às definições de programa arquitetônico ou público-alvo. Uma leitura baseada apenas no entendimento do centro da cidade como ponto de partida e as bordas da cidade como ponto de chegada, e vice-versa, reconhecendo os diversos raios de acesso às atrações atuais.
A proposta é lançar-me como arquiteto e urbanista, homem e corpo nesse espaço de trânsito e trocas e sentir o quanto de pertencimento e afeto Uberlândia possui; hoje.
As incertezas diante da vulnerabilidade humana fazem com que ainda, na esfera das competências do “quase arquiteto”, vislumbre algum meio de medida para as intenções posteriores às leituras. Somente após essa resposta por parte da cidade diante da sensibilidade do arquiteto e urbanista, o projeto.
O desenho aqui proposto não pretende criar imediatamente uma nova rotina urbana, na busca de outra escala de apropriação do espaço e criação de vínculos. A intenção é que esta experiência do espaço público seja exercida por iniciativa da comunidade tendo esta, ou outra estrutura, como meio de ativação de um lugar para a realização de eventos já existentes. Por conseguinte, os sentidos despertados por esses eventos serão os responsáveis por novas possibilidades de vida, ainda que momentânea para alguns.

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Ariel Luís Romani Lazzarin

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